A Hora da Estrela, de Clarice Lispector na telinha: possibilidades em torno da literatura e da televisão na escola

Fabiano Tadeu Grazioli

Resumo


No presente trabalho propomos uma mirada em direção a um veículo que monopoliza a atenção de um número significativo de pessoas em nosso país: a televisão. Nosso objetivo é refletir primeiramente sobre a televisão enquanto linguagem que, por assim se constituir, pode e deve circular na escola e por ela ser incorporada como objeto de leitura, fruição e reflexão crítica. Na sequência, encaminhamos nosso olhar para a possibilidade de a televisão, esse espaço visto muitas vezes somente como comercial, exibir em sua tela narrativas gestadas no texto literário impresso, focalizando, nos processos de transposição, um contexto de leitura (que julgamos) amplamente significativo. Por último, apresentamos uma alternativa metodológica a partir do programa Cena Aberta, exibido pela Rede Globo em 2003, hoje em DVD, demonstrando ao leitor/professor que é possível utilizar a televisão na sala de aula e abordá-la como linguagem específica, bem como espaço onde a literatura pode configurar por meio da transposição do texto escrito para a imagem. Nossas reflexões encontram respaldo teórico nos estudos de Maria Inês Ghilardi (1999, 2002), Adilson Citelli (2000, 2002), Arlindo Machado (2003), José Marques de Melo (1999), Eliane Nagamini (2002), entre outros.

Palavras-chave


Televisão; processos de transposição; leitura literária

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/memorare.v5e32018154-177

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