AVALIAÇÃO DA LIBERAÇÃO DE CO2 EM SOLO COM ADIÇÃO DE ÁGUAS RESIDUÁRIAS SUINÍCOLAS E IMPACTOS AMBIENTAIS E SOCIAS DA SUINOCULTURA

Fabiane Toniazzo, Alexandre Couto Rodrigues, Marcia Matsuoka Rosa, Clovis Orlando Da Ros, Valter Antonio Becegato, Laís Lavnitcki, Jairo Afonso Henkes, Fernanda Cantoni

Resumo


A região sul do Brasil registra os maiores índices de abate de suínos, concentrando um grande número de produtores, dentre eles aqueles pertencentes à agricultura familiar, bem como grandes produtores e agroindústrias. Tal atividade tornou-se extremamente importante do ponto de vista econômico e social, porém junto com sua expansão vieram diversos impactos ambientais. O objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade microbiológica através da respiração basal de um solo com adição de compostos oriundos  de tratamentos de  dejetos da suinocultura relacionando-a com os impactos ambientais resultantes da geração de gases do efeito estufa produzidos em propriedades suinícolas no noroeste gaúcho.  Para análise microbiológica utilizou-se um solo Latossolo Eutroférrico como testemunha que recebeu dejeto suíno e/ou resultantes de sistemas distintos de tratamento. Realizou-se cinco tratamentos com cinco repetições em triplicata (solo testemunha, solo+dejeto bruto, solo+dejeto de esterqueira, solo+material de biodigestor e solo+material da compostagem mecanizada). Os dados foram avaliados estatisticamente pelo teste T de Student. As adições de compostos orgânicos normalmente causam variações nos índices de respiração basal do solo, sendo possível observar que durante o período de monitoramento houve diferenças significativas na liberação de CO2, causando assim um elevado percentual no coeficiente de variação das amostras. A produção destes, e outros gases como o metano podem causar sérios danos ambientais e à saúde humana. Com isso é possível verificar que os compostos orgânicos de todos os sistemas de tratamento podem ser utilizados como ativadores da ação microbiológica do solo com restrições.

 


Palavras-chave


Gases, efeito estufa. Suínos. Agricultura familiar.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rgsa.v7e12018253-274

R. gest. sust. ambient., Florianópolis.Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 2238-8753 Licença Creative Commons
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