Mundialização/Globalização e a Unidade Imaginária da Língua Portuguesa

Alâna Capitanio

Resumo


Neste artigo, analisamos como a língua portuguesa é significada nas textualizações das páginas eletrônicas de eventos internacionais sobre língua portuguesa, organizados e promovidos pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP). Filiamo-nos à perspectiva teórico-metodológica da Análise de Discurso conforme desenvolvida nos trabalhos de Michel Pêcheux e Eni Orlandi. Ancorados nesta filiação teórico-metodológica, compreendemos a língua dividida, fluida, em movimento, constituída pelo político. A partir desse entendimento de língua, analisamos que há, em funcionamento, nas textualizações das páginas eletrônicas dos eventos internacionais sobre língua portuguesa, o imaginário da mundialização/globalização que produz efeitos de sentidos de que a língua portuguesa é a mesma língua em todos os países que foram colonizados por Portugal. Os sentidos que constituem esse imaginário produzem o silenciamento do processo de descolonização linguística que permitiu ao Brasil, e aos países de colonização portuguesa, terem sua própria língua, diferente da língua do colonizador.


Palavras-chave


Imaginário; Língua Portuguesa; Mundialização/Globalização

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R. cient. ci. em curso, Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 2317-0077