NÃO TENHO TEMPO PARA ESPERAR A HORA! A EXPERIÊNCIA DOS BEBÊS COM O TEMPO NO ESPAÇO DA CRECHE

Luciane Pandini Simiano, Edna Soares Severino

Resumo


O presente artigo tem por foco a organização temporal proposta na creche e os modos de viver o tempo pelo bebê nesse espaço. Esta pesquisa, de orientação etnográfica, foi realizada em uma creche pública no sul do estado de Santa Catarina. Foram sujeitos da investigação um grupo de doze bebês e quatro adultos, duas professoras em cada período. Evidenciou-se que a organização do tempo proposta pelos adultos na creche é regida pela cronologia do relógio, marcada pelo aligeiramento, fragmentação e mecanização das ações cotidianas. Contudo, os bebês não vivem essa organização de forma passiva ou estática. Eles resistem e transgridem o tempo proposto, buscando viver outras relações que não estão previstas pelos adultos, mas que são importantes e necessárias para eles. Estes fatos indica a necessidade e urgência de (re)pensar a organização do tempo proposto na creche, no sentido de considerar as experiências e ritmos dos bebês que ali vivem diariamente.


Palavras-chave


Educação Infantil. Bebê. Tempo. Creche.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/prppge.v13e242019295-312

Poiésis. Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN-e 2179-2534

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