SER DOCENTE NEGRA NA USP: GÊNERO E RAÇA NA TRAJETÓRIA DA PROFESSORA EUNICE PRUDENTE

Marília Pinto de Carvalho, Viviane Angélica Silva

Resumo


Este artigo se propõe a analisar a trajetória da professora Eunice Aparecida de Jesus Prudente, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), para ampliar a compreensão dos significados de ser docente negra na USP hoje. A narrativa concedida pela professora Eunice Prudente norteia a proposta de investigação sobre a sua condição de mulher negra e docente da maior universidade pública do país, tendo como base três momentos: o que antecede a entrada na universidade, sua formação e a vivência na instituição. Considerando a tradição que o curso de Direito da USP possui, também se considera como algumas tradições reinventadas nesta faculdade permeiam seu cotidiano acadêmico e reverberam na configuração racial do seu corpo docente. A USP, como espaço educacional, foi escolhida como cenário para a reflexão sobre as relações de gênero e raciais, considerando que, no Brasil dito contemporâneo, cresce o debate sobre o reconhecimento e a produção do conhecimento científico por mulheres, concomitante às discussões sobre acesso e permanência da população negra na universidade.


Palavras-chave


USP; Raça; Gênero; Docência.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/prppge.v8e13201430%20a%2056

Poiésis. Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN-e 2179-2534

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