MICROPOLÍTICAS DE EXPANSÃO DO PORTUGUÊS: MÃES GERENCIADORAS E DIFUSORAS DE LÍNGUAS

Tatiana Martins Gabas

Resumo


inserção do Brasil na rota das migrações internacionais tem consolidado o português brasileiro como língua transnacional. Tradicionalmente, tem-se discutido a expansão do português com relação às ações macro de políticas linguísticas (ZOPPI-FONTANA, 2009; DA COSTA; CARVALHO; SCHLATTER, 2011; OLIVEIRA, 2013, entre outros). Sob outra perspectiva, este artigo busca, amparado pelos preceitos da Linguística Aplicada (trans/in)disciplinar, discutir ações micropolíticas de promoção do português brasileiro estabelecidas por agentes não oficiais: famílias sul-coreanas transnacionais. Para tanto, são analisados excertos de entrevistas semiestruturadas realizadas com duas mães pertencentes à comunidade sul-coreana localizada na Região Metropolitana de Campinas. O estudo é de natureza qualitativa-interpretativa, tendo sido os excertos analisados, principalmente, com base no conceito de representação (HALL, 1997) e de gerenciamento linguístico (SPOLSKY, 2009). A análise demonstra que as mães-gerenciadoras buscam maneiras ecológicas de desestabilizar a hierarquia da língua inglesa de modo a fortalecer o português nas políticas linguísticas familiares.

Palavras-chave


Migração transnacional; Português; Gerenciamento linguístico; Política linguística; Família

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Ling. disc. Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1982-4017

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