A TEMPORALIDADE DO PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO EM RELAÇÃO A SEU PONTO DE REFERÊNCIA: PERSPECTIVAS TEÓRICAS

Angela Cristina Di Palma Back, Márluce Coan

Resumo


Neste artigo, as perspectivas de Bello (1841), Reichenbach (1947), Comrie (1990) e Rojo e Veiga (1999) sobre ponto de referência são aplicadas a 350 dados de pretérito imperfeito do subjuntivo, provenientes de 60 entrevistas sociolinguísticas do Atlas Sociolinguístico da região da AMREC. O propósito é: demonstrar em que medida tais perspectivas se aproximam ou se distanciam; comprovar empiricamente a aplicação das propostas, mediante análise quali-quantitativa; e atestar que tempo é uma categoria discursiva. Para isso, observa similaridades acerca de: poder explanatório; recursos lógicos e correlação entre tempo cronológico e gramatical. A principal diferença reside na visão da temporalidade: lógica ou discursiva. Quanto aos dados, 116 são ambíguos, na perspectiva lógica de Bello (1841), Reichenbach (1947) e Comrie (1990). Na proposta de Rojo e Veiga (1999), por ser recursiva e ultrapassar os limites da frase, a ambiguidade se desfaz: os dados são discursivamente interpretados como anteriores ou posteriores ou cotemporais ao ponto de referência.

Palavras-chave


Tempo gramatical; Tempo discursivo; Ambiguidade; Cotemporalidade.

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Ling. disc. Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1982-4017

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