A apropriação de gêneros textuais pelo professor: em direção ao desenvolvimento pessoal e à evolução do “métier”

Anna Rachel Machado, Eliane Gouvêa Lousada

Resumo


Desde a divulgação dos PCNs de Língua Portuguesa (1998), a prescrição de que o ensino das atividades de produção e leitura de textos deveria tomar os gêneros textuais como unidades de ensino gerou uma grande proliferação de pesquisas e publicações. Entretanto, elas se centraram, sobretudo, na relação entre o ensino de gêneros e o desenvolvimento das capacidades de linguagem dos alunos, sem levar em conta o possível desenvolvimento do próprio professor que adota o trabalho com gêneros em seu contexto de ensino. Assim, neste artigo, temos por objetivo apresentar e discutir nossa concepção sobre o papel que o ensino de gêneros textuais pode desempenhar na atividade de trabalho docente e sobre o desenvolvimento pessoal do próprio professor, assim como para a evolução de seu “métier”. Para alcançar esse objetivo, apoiamo-nos em pressupostos teóricos desenvolvidos no quadro da psicologia vigotskiana, principalmente no que se refere à distinção entre artefatos e instrumentos e de sua relação com o desenvolvimento humano.

Palavras-chave


Gênero textual; Artefato; Instrumento; Desenvolvimento profissional

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Ling. disc. Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1982-4017

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