“Sua casinha é meu palácio”: por uma concepção dialógica de referenciação

Francisco Alves Filho

Resumo


Muito se tem falado acerca da inconsistência da noção de referente empírico e da necessidade de se adotar uma concepção processual da referenciação. Contudo, a perspectiva processual apresenta inconsistências por não adotar uma metodologia que analise efetivamente o discurso e por não perceber o caráter dialético envolvendo a instabilidade e a estabilidade referencial. O objetivo deste artigo é discutir as relações entre as noções de dialogismo e referenciação buscando investigar em que medida se pode dizer que a referenciação tem essencialmente uma natureza dialógica. A análise realizada busca correlacionar as escolhas léxico-gramaticais para referir as vozes sociais que as orientam, de modo a se poder explicar efetivamente os objetos de discurso. O estudo indica que a noção de instabilidade referencial pode ser mais bem compreendida se vista em correlação à noção de estabilidade referencial, uma vez que mudanças léxico-gramaticais encontradas nos textos podem indicar tanto instabilidade como estabilidade referencial.

Palavras-chave


Dialogismo; Referenciação; Objeto de discurso; Instabilidade referencial

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Ling. disc. Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1982-4017

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