Interdito e o silêncio: duas abordagens do impossível na linguagem

Fábio Elias Verdiani Tfouni

Resumo


Este artigo empreende uma investigação epistemológica e lógica sobre a linguagem, filiada à análise do discurso pêcheutiana, procurando verificar quais as condições lógicas para a existência da linguagem. Para realizar tal tarefa, é preciso ir até a fronteira da linguagem, aqui tratada como o silêncio. Argumentamos que o silêncio e também o interdito constituem-se como condições estruturantes e constitutivas para a existência da linguagem. Nossa tese central é a de que, para que se diga algo, é preciso que outros dizeres possíveis sejam silenciados, tanto num sentido estrutural, quanto no que tange a silêncios locais (censura). Nesses termos, consideramos o silêncio como causa necessária, mas não suficiente, do dizer. Esse deslocamento se dá através do acréscimo do operador do interdito à reflexão. A verificação das condições de existência da linguagem requer uma investigação que leve a questão para além dos preenchimentos imaginários do discurso, da linguagem e do dizer, motivo pelo qual escolhemos o caminho da lógica, e não um caminho histórico, embora a questão da história seja fundamental para a compreensão dos discursos.

Palavras-chave


Linguagem; Discurso; Interdito; Silêncio; Modalidade

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Ling. disc. Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1982-4017

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