Chats na web: a linguagem proibida e a queda de tabus

Júlio César Araújo

Resumo


Neste artigo, discuto a suposição de que a linguagem proibida e os tabus a ela associados se dissolvem quando adentram o ambiente digital dos chats. A discussão é guiada pelas perspectivas sociolingüística de Preti (1983, 1992, 2000, 2001) e enunciativa de Benveniste ([1974] 1989), uma vez que esses trabalhos auxiliam aqui a analisar fragmentos de interação via chat, sendo, neste caso, considerados os vocábulos que se associam à gíria, à obscenidade, à blasfêmia, ao palavrão e à grosseria, sejam eles utilizados nos nicknames dos internautas ou na conversação. A análise dos fragmentos permite concluir que o anonimato conferido aos participantes, através dos seus apelidos, mostra-se como um dos fatores mais produtivos para o “livre” uso da linguagem marginal, a qual parece estar circunscrita não somente aos limites do verbal, mas também a outras semioses utilizadas pelos usuários.

Palavras-chave


Chat; Tabu lingüístico; Interação lingüística; Internet

Texto completo:

PDF


Ling. disc. Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1982-4017

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.