Argumentação e subjetividade no gênero: o papel dos topoi

Maria Marta Furlanetto

Resumo


Quando se propõe uma “dissertação” na escola, espera-se do estudante que apresente um problema e pontos de vista, argumentando para dar uma resposta satisfatória ao problema. Exige-se dele, contudo, impessoalidade. Tento demonstrar, do ponto de vista discursivo, que sempre há na produção textual uma escolha para dirigir a interpretação do interlocutor, sendo relevante, para isso, o uso de certos operadores. Focalizo, então, o conflito entre ser impessoal e defender um ponto de vista (opinião) – pondo em contraste o modelo da dissertação escolar e a caracterização dialógica do conceito de gênero em Bakhtin, e os efeitos resultantes em um caso e no outro, com vistas a uma alternativa de ensino.

Palavras-chave


Argumentação; Gênero; Produção textual; Subjetividade

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Ling. disc. Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1982-4017

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