A (des)ordem da imagem na comunicação política brasileira: possibilidades analíticas a partir da noção discursiva de relações intercenográficas

Roberto Leiser Baronas

Resumo


Neste ensaio, postula-se que a imagem enquanto “um operador da memória social no seio de nossa cultura”, como qualquer outro discurso, é engendrada tanto por uma ordem quanto por uma desordem discursiva e que essas (des)ordens discursivas ocorrem em cenas genéricas bastante marcadas institucionalmente. Assumindo, então, o postulado de que diferentes (des)ordens discursivas engendram não só o verbal, mas também a imagem, a questão específica neste artigo é como podemos apreender discursivamente essa (des)ordem da imagem na comunicação política digital. Que ferramentas conceituais poderíamos mobilizar para entender a (des)ordem da imagem na comunicação política? O texto ancora-se teórico-metodologicamente nas proposições de Dominique Maingueneau (2006 e 2013b), à luz da tríade conceitual cena englobante, cena genérica e cenografia, fazendo esta última noção ranger, enquanto relação discursiva intercenográfica, e mobiliza um pequeno conjunto de imagens, mais especificamente fotografias, que circularam na mídia digital e nas redes socais brasileiras entre os anos de 2011 e 2015, enquanto comunicação política, sobre o ator político Dilma Rousseff.

Palavras-chave


Discurso; Imagem; Cena da enunciação; Relações intercenográficas

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Ling. disc. Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1982-4017

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