Sujeito epistêmico e materialidade do discurso: o efeito de singularidade

Maria Marta Furlanetto

Resumo


Proponho-me a refletir sobre a subjetividade tal como desenvolvida no quadro da Análise do Discurso (AD), e a responder às seguintes perguntas: o pesquisador pode dizer-se "Eu" no relato, considerando a formação discursiva associada à disciplina científica? Quem esse "Eu" representa, no momento da enunciação? Para isso, examino o conceito de ciência, exploro a AD como saber científico e proponho a análise de um texto, focalizando o modo de inserção do pesquisador em seu relato. Concluo observando que: a) O discurso científico pode "dar corpo" a seu enunciador, que funciona como "aval" para um leitor-destinatário; b) O Eu do cientista é, de certa forma, um excesso, aquilo que transborda do campo da disciplina - aparecendo como uma assinatura duplicada; c) A despeito de provocar um conflito, também se movimenta no espaço de regularidade da disciplina.

Palavras-chave


Subjetividade; Discurso Científico; Cientista

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Ling. disc. Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1982-4017

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