O sujeito do discurso: um diálogo possível e necessário

Belmira Magalhães

Resumo


Pretende-se discutir o lugar da autoria no discurso, partindo da compreensão de que a realidade apresenta-se ao homem na sua forma particular, isto é, as coisas têm sempre ontologicamente uma característica que as torna, ao mesmo tempo, universais e singulares - por isso, particulares. Para que haja apreensão do real pela subjetividade, há necessidade de, a partir da particularidade, captar a singularidade e a universalidade. O mundo real e o sujeito cognoscente não podem ser confundidos. A materialidade expressa em um discurso traz a marca da subjetividade que a produziu, pois representa, concomitantemente, a relação entre uma individualidade posta em um tempo e espaço definidos historicamente e uma realidade que está sendo representada por essa individualidade, com consciência do que está fazendo, mas sem o domínio de todas as alternativas postas por essa mesma realidade. Sintetizando, tem-se que a discussão sobre a posição de sujeito e da autoria no discurso passa necessariamente pela compreensão de que o sujeito é constituído nas e pelas contradições sociais. Para enfrentar essa questão, partimos das noções de ser social de Lukács, de esquecimento 2, desenvolvida por Pêcheux, e do conceito de intuito discursivo como definido por Bakhtin.

Palavras-chave


Ser social; Objetividade; Subjetividade; Sujeito; Autor

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Ling. disc. Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1982-4017

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