Mário de Andrade: de mademoiselle Iolanda a Fräulein Elza

Dante Gatto

Resumo


Este trabalho pretende refletir a transformação estética operada por Mário de Andrade, do conto Brasilia de Primeiro andar ao romance Amar, verbo intransitivo, por meio do processo dionisíaco, presente em ambos, conforme exposto na Origem da tragédia de Nietzsche. Pelo menos dois anos separam essas produções. O nosso reconhecimento, enquanto brasileiro, da nossa cultura era a grande preocupação do modernismo de Mário de Andrade e, quanto à estética, tal preocupação implicou a substituição da personagem Iolanda, uma francesa, de Brasilia, pela alemã Fräulein Elza, de Amar, verbo intransitivo. Outros condicionadores dessa substituição, bem como a aproximação de Mário de Andrade e Nietzsche, no que se refere à preocupação com a cultura, farão parte das nossas reflexões. 

Palavras-chave


Modernismo; Mário de Andrade; Nietzsche

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Ling. disc. Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1982-4017

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