O porta-voz da polifonia: considerações sobre análise sócio-estética da arte étnica moderna, com vistas ao campobaiano

Piers Armstrong

Resumo


Examinamos o uso pragmático do conceito de etnicidade, conforme conotações contextuais e inserções sócio-políticas específicas. Contrastam-se os usos mais correntes nos EUA e no Brasil. Enfocamos estes usos em relação à política cultural do governo Lula e ao desenvolvimento dos estudos afro. Argüi-se que, como ministro da cultura, Gilberto Gil exerce um papel simbólico central na relação entre estes dois campos. A filosofia socio-estética do tropicalismo perdura no cenário nacional e a herança cultural baiana passa a ser uma referência nacional. Se a política das cotas universitárias e outras tendências acadêmicas sugerem a influência norte-americana, o conceito do étnico subjacente é distante do tropicalista. Argüimos que a expressão étnica e a competência cultural são em grande medida autônomas com respeito aos critérios invocados no debate político. A arte comunitária é uma aliança de interesses e interessados em que o estético, o moral e o objetivo se misturam.

Palavras-chave


Etnicidade; Tropicalismo; Bahia; Competência; Percussão

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v1e2200612-17

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

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