A perda da experiência de si na infância no cenário neoliberalista: o ritmo do desamparo social

Sara Andrade Sousa Araujo, João Luiz Leitão Paravidini, Anamaria Silva Neves

Resumo


A racionalidade neoliberal tem o mercado como regulador soberano da vida, uma necessidade da história que implicou aos homens e às instituições se adaptarem a uma nova normativa subjetiva, capitalista e fragmentária, que encurta tempo e espaço e vem cindir, não somente com os laços sociais imprescindíveis aos sujeitos, como também com suas experiências singulares. A agitação neoliberal e o sujeito social centrado em si mesmo parecem surgir como defesas contra as metamorfoses do sujeito psíquico e seu excesso pulsional. A partir deste cenário, pretende-se repensar a travessia da infância contemporânea, aqui concebida enquanto experiência subjetiva, e articulá-la ao desamparo e ao laço social atual.

Palavras-chave


Neoliberalismo, experiência, infância, excesso pulsional, desamparo

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v14e1201957-70

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

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