Entre mapas movediços e águas míticas, alguns jogos de espelho em O outro pé da sereia, de Mia Couto

Jorge Vicente Valentim

Resumo


Leitura do romance O outro pé da sereia (2006), de Mia Couto, privilegiando o efeito de jogos de espelhos, a partir da articulação do contexto pós-moderno e da condição pós-colonial. Sublinha-se o romance miacoutiano como um tecido polifônico, composto pelo mapeamento de um tempo passado e histórico que cede lugar a um tempo mítico de origem e nascimento da representação ritual do espírito das águas, e o tempo presente, de fronteiras relativizadas, que se deixa alagar pelas linhas movediças dos encantos ancestrais. Numa leitura dos mitos e ritos das origens africanas, o romance vai revelando os meandros de sua própria construção textual, trazendo à tona a pluralidade das representações de kianda e suas conseqüências no imaginário coletivo africano.

Palavras-chave


Pós-colonialismo; Multiculturalismo; Moçambique; Mia Couto

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v6e22011367-392

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

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