“Adão e Eva no Paraíso”: a força dominadora do símbolo no dizer de um conto de Eça de Queirós

Levi Fernandes Leonido, Elsa Maria Morgado, João Bartolomeu Rodrigues, Luciana Cabral Pereira

Resumo


«Adão e Eva no Paraíso» é um conto de Eça de Queirós. Nele trava-se um interessante diálogo entre duas visões epistemológicas em permanente confronto: por um lado a Bíblica, representante do criacionismo e, por outro, a perspetiva evolucionista. Eça trava, assim, um interessante diálogo entre as duas perspetivas referidas, nunca excluindo uma em detrimento da outra, assumindo uma posição neutra. A tetractis pitagória serve de estrutura formal ao conto. Esta pirâmide é preenchida e ornamentada com os recursos e a força dominadora que os símbolos lhe emprestam: por um lado, os números concorrem para compor as sequências temporais (da criação e da evolução) que compõem o enredo; por outro, a simbologia dos elementos  vai fazendo subir, degrau a degrau, o estado de hominização de Adão, na complementaridade de Eva que bate as pedras da civilização, rumo à perfeição que se manifesta na atividade artística.


Palavras-chave


Discurso simbólico. Género textual. Conto “Adão e Eva”. Eça de Queirós.

Texto completo:

PDF/A


DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v12e22017315-331

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

Licença Creative Commons
Revista Crítica Cultural de http://www.portaldeperiodicos.unisul.br/index.php/Critica_Cultural/index está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.