Quando um estilo artístico individual se torna uma maneira de pintar? O caso do artista naif Chico da Silva

Gerciane Maria da Costa Oliveira

Resumo


O presente artigo busca problematizar o fenômeno de disseminação do estilo singular de pintura do artista renomado Chico da Silva (1910-1985) entre uma legião de anônimos no Ceará da década de 1960. A análise parte da ordem interna da obra do Pintor para dimensão externa, considerando como vias de compreensão, tanto os elementos plásticos e estilísticos presentes nas telas, como o contexto de inscrição deste fazer artístico.  Ao estender sua produção aos ateliês coletivos, envolvendo terceiros no processo de feituras de suas telas, Silva possibilitou a inserção de pessoas que nunca tiveram contato com ele, conformando um grande número de anônimos em fabricantes de quadros profissionais. São as condições particulares do campo de produção naif, assim como, o processo de sintetização formal de Silva operada com base na intensificação do mercado pictórico que proporcionarão a entrada de pessoas distantes dos circuitos oficiais estéticos em uma dinâmica de produção artística. 


Palavras-chave


Arte Naïf. Produção coletiva. Reprodução

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v12e22017305-313

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

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