Perspectivas ameríndias na estética contemporânea

Ana Carolina Cernicchiaro

Resumo


A proposta deste trabalho é refletir sobre experiências interculturais que se abrem para as imagens, as narrativas, a poética, a estética e a ontologia ameríndias, como as oficinas para cineastas indígenas do Vídeo nas Aldeias, a restauração do mito tupinambá em Meu destino é ser onça, de Alberto Mussa, a tradução dos cantos Caxinauás em Ouolof, de Herberto Helder, ou ainda a descentralização do cânone literário brasileiro na antologia Poesia.br, organizada por Sergio Cohn. Projetos que emprestam sua técnica (literária, cinematográfica, tradutória, editorial) para que esse outro fale de si e de nós enquanto outros. Neste contato, a literatura e o cinema brasileiro contemporâneos são afetados por um devir-minoritário que cava uma língua-menor na língua maior e desestabiliza a cultura padrão.

Palavras-chave


Literatura; Cinema; Ontologia ameríndia

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v10e22015257-268

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

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