“Não posso mais: eu quero é viver na orgia”: malandragem feminina e rejeição do trabalho em sambas das décadas de 1930 e 40

Cilene Margarete Pereira

Resumo


No fim da década de 1920, sambistas do bairro do Estácio de Sá (Rio de Janeiro) impõem uma nova modalidade de samba, cadenciado para os desfiles de blocos e para o carnaval de rua. Dessa geração descendem os sambistas das décadas seguintes, encontrando no Rádio um importante veículo de difusão cultural que ajudaria na “consolidação” do samba como elemento de nacionalidade e na emergência de grandes compositores como Noel Rosa, Ataulfo Alves e Wilson Batista. O objetivo deste artigo é examinar, a partir de algumas letras de sambas das décadas de 1930 e 40 – tendo como ponto de partida a canção “Oh, Seu Oscar!” (1940), de Wilson Batista e Ataulfo Alves –, a oposição entre mundo regular e ordeiro (no qual se incluem a constituição da família e o trabalho honesto) e o universo da malandragem, dando destaque à tópica da “mulher da orgia”.

Palavras-chave


Samba; Malandragem; Personagens; Trabalho. Família

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v9e1201457-69

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

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