Matizes da cordialidade: a correspondência de escritores e inflexões dos debates no modernismo brasileiro

Silvana Moreli Vicente Dias

Resumo


Este artigo tem como objetivo discutir a possibilidade de se lerem as cartas inéditas trocadas entre os escritores Gilberto Freyre e Manuel Bandeira tomando por base o conceito de “cordialidade”, tal como formulado pelo sociólogo em seu livro Sobrados e mucambos (1936). Cordialidade e epistolografia parecem articular-se na medida em que reforçam a aproximação entre elementos contrastantes, por meio de uma linguagem informal, relacional e ligada à vida cotidiana, a qual, por sua vez, se torna uma indiscutível pauta modernista, sobretudo a partir do final da década de 1920. Desse modo, faremos considerações sobre uma espécie de predisposição cordial no modernismo brasileiro a partir de informações sub-reptícias presentes na própria forma epistolográfica e em outros documentos dos arquivos dos escritores.

Palavras-chave


Gilberto Freyre; Manuel Bandeira; Correspondências; Modernismo; Epistolografia

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v8e22013353-369

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

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