A fotografia como poesia e a poesia como fotografia: sobre Arthur Omar e Arturo Carrera

Jorge H. Wolff

Resumo


O texto aborda a “trituração do sentido” operada pela fotografia num poema de Arturo Carrera (Coronel Pringles, Argentina, 1948), Fotografías imaginarias com nieve de verdad, e numa série de retratos de Arthur Omar (Poços de Caldas, Minas Gerais, 1948), Antropologia da face gloriosa. Trata-se em Carrera de imagens “derretidas” correspondentes às “estruturas dissipativas” que caracterizam sua poesia, segundo Laddaga, onde a linguagem é basculada em nome de uma sutil “agramaticalidade”, e, em Omar, da rostidade violentada em exuberantes imagens táteis. Aos rostos expressionistas de Omar fazem contraponto a série de retratos Niños... que nacieron peinados de Alfredo Prior (Buenos Aires, 1952), que se mesclam a fragmentos de poemas de Carrera no álbum homônimo.

Palavras-chave


Fotografia; Poesia; Rosto; Imagem

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v0e02009255-262

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

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