Mal de Arquivo: a dinâmica do arquivo na Arte Contemporânea

Silvana Macêdo

Resumo


A proposta deste texto é explorar o impacto da idéia de arquivo na arte contemporânea. Parte-se da perspectiva de Jacques Derrida sobre o conceito de arquivo, em “Mal de Arquivo – Uma impressão freudiana”, no qual Derrida explora o duplo sentido da raiz da palavra arquivo, como origem e comando ou poder de uma autoridade. Ao relacionar a noção de arquivo com a memória (pessoal e histórica), o autor argumenta que há uma constante tensão entre a manutenção e repressão (consciente ou inconsciente) da memória. O mal de arquivo estaria ligado à pulsão de morte, ao apagamento da memória, cujas conseqüências podem ser psíquicas, sociais e políticas. Com esse entendimento, identificamos a idéia de arquivo como um procedimento central nas práticas artísticas contemporâneas. Diversos artistas desenvolvem projetos em torno de noções de falsificação de arquivos; partem da apropriação de arquivos históricos; ou incorporam metodologias científicas em seus processos poéticos, dando origem a arquivos fictícios e estranhas taxionomias.

Palavras-chave


Arquivo; Arte contemporânea; Memória; Fotografia; Derrida

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v0e02009177-192

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

Licença Creative Commons
Revista Crítica Cultural de http://www.portaldeperiodicos.unisul.br/index.php/Critica_Cultural/index está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.