Paixões amorosas, paixões políticas

Fábio Ramalho

Resumo


Este ensaio pretende tomar parte nos estudos sobre as prolíficas relações entre cinema e nostalgia. Nele, proponho discutir em que medida o filme Les roseaux sauvages (1994), do diretor francês André Téchiné, delineia a juventude como um momento de abertura, intensificação e incerteza, ao situar os dramas e conflitos de seus personagens no contexto da França de 1962, durante os últimos desdobramentos da guerra pela independência da Argélia. A despeito da temática do filme e de seus traços potencialmente autobiográficos, busco argumentar que a nostalgia deveria ser aqui explorada menos na dimensão autoral do que através da revisitação de artefatos culturais, bem como nas articulações propostas entre amor, história e política. A nostalgia constitui uma estrutura complexa de múltiplas temporalidades sobrepostas na qual o espectador está necessariamente implicado. Nesse sentido, ela envolve um engajamento afetivo e uma resposta subjetiva que busco explicitar.

Palavras-chave


Cinema; Nostalgia; Juventude; Amor; Política

Texto completo:

PDF/A


DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v7e22012312-326

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

Licença Creative Commons
Revista Crítica Cultural de http://www.portaldeperiodicos.unisul.br/index.php/Critica_Cultural/index está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.